terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CONDENAR A VIOLÊNCIA COM LEGISLAÇÃO ADEQUADA


Condenar a violência com legislação adequada

(Publicado em O DIABO de 17 de Janeiro de 2017)

Atentados que matam dezenas de inocentes e deixam ferida quase uma centena de pessoas que nada fizeram de mal não é um crime normal que possa ser julgado pela legislação tradicional. Também não devem ser retaliados por forma idêntica e informal porque violência gera mais violência e a espiral eleva as consequências para patamares inimagináveis.

Há quem recorde a revolução francesa de 14 se Julho de 1789, em que, apesar do seu lema de harmonia social com «liberdade, igualdade e fraternidade», não foi descurada a necessidade da pena capital com a utilização da guilhotina para travar atentados ao seu rumo humanitário. Agora, o problema tem pormenores muito diferentes e não se pode condenar à morte um terrorista suicida, mas há que calar quem o encarregou ou obrigou ao crime. Como? Seria bom que a conversação, a negociação ou outras estratégias pacíficas pudessem ser eficazes, mas temos constatado que as organizações que impõem tais actos se vangloriam dos resultados mais trágicos, mostrando-se dispostas a subir a escalada. Daí não parece poder esperar-se que a solução pacífica seja eficaz.

Por outro, lado não parece racional respeitar a vida de quem não respeita a de outros, inocentes e alheios aos motivos de tal sanha assassina. Mas se os mais altos poderes internacionais se inclinarem a concordar com tal solução, não devem deixar que haja retaliações de forças públicas ou privadas a fazer justiça pelas próprias mãos. Será indispensável legislação especial criada pela ONU aplicada por uma instituição criada ad hoc que decida, sem demora, para não deixar arrefecer os efeitos do crime a punir. É muito provável que, depois de consumados os primeiros julgamentos extraordinários, não será necessário haver outros, porque o poder de dissuasão resultará.

É raro o dia em que não haja um ou mais crimes hediondos no Médio Oriente ou em qualquer continente que tornam a vida impossível a pessoas que gostariam de respeito mútuo entre todos, em bom convívio e solidariedade num ambiente de paz e harmonia social. Ninguém se deve considerar dono de tudo excluindo os outros que não se submetam à sua forma de pensar e de agir. O respeito e a tolerância devem ser virtudes a praticar com reciprocidade.

Há exemplos dos dois extremos do problema. Ontem, um amigo muito viajado referiu o paraíso de Singapura em que não há violência nem droga, mas respeito pelo meio ambiente e pelos outros, do que resulta harmonia e boa convivência entre pessoas de diversas etnias e religiões. As Filipinas parecem estar a procurar os mesmos resultados, oxalá escolham os métodos mais aceitáveis.

Um exemplo do extremo oposto é o da Turquia onde, tal como na Síria, o dono do poder utiliza a prepotência e a imposição da sua visão pessoal. Por isso, não deve ter acontecido por acaso o golpe falhado de 15 de Julho. Mas, em vez de reconsiderar que a negociação e a adequada reorganização do sistema seriam oportunas, ouvindo para isso opiniões de todos os sectores, foi aplicada a violência do poder com punições volumosas contra pessoas com quem o entendimento não era o melhor. O resultado de tal problema interno e a participação contra os oposicionistas rebeldes da Síria traduziu-se na série de atentados contra pessoas inocentes sucedidos nos dias mais recentes. A violência usada contra a violência tem efeitos de aceleração e aumento da gravidade e da injustiça social. A Colômbia chegou a tal conclusão e pena foi que demorasse 52 anos, a ser tomada a iniciativa do diálogo, mas oxalá consiga levar a cabo os bons objectivos desejados.

Os governantes, como representantes da população, devem ter sempre em vista a qualidade de vida e os interesses colectivos desta, quando se preparam para tomar decisões importantes. Para isso, devem estar sempre em contacto com as realidades nacionais e ouvir as opiniões representativas de tais interesses. Quem for prepotente e se capacidade para contrariar os seus próprios caprichos não merece o voto dos eleitores. Perdoar um erro é uma virtude se ele não foi cometido premeditada e intencionalmente e se o arrependimento garante que não será repetido. Mas a violência que apavora a Humanidade, é confessadamente premeditada e intencionalmente disposta a continuar até à vitória final. Para tais actos não pode haver perdão.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A CAMINHO DO AMANHÃ


A CAMINHO DO AMANHÃ
(Publicado em O DIABO de 10 de Janeiro de 20179)

A MARCHA PARA A NOVA ERA NÃO DEVE SER SISTEMATICAMENTE ADIADA, porque o tempo perdido será difícil de recuperar. No entanto, não devem ser dados passos ao acaso, sendo necessário decidir com coragem após estudos bem elaborados acerca de todas as hipóteses e dos resultados desejáveis.

Mais do que nunca, o Mundo é dos audazes sensatos e medianamente ponderados. O passado pode servir como ponto de referência e experiência, mas a tentação de o imitar ou repetir deve ser radicalmente banida, porque tudo será totalmente novo, inovador, criativo, imaginativo, com base nas possibilidades hoje existente e outrora inimagináveis. E, entretanto, as condições os factores sofrem alterações rápidas. A Humanidade está a enfrentar uma fase de mudança profunda. A economia dependia fortemente da energia originada pelo carvão, pelo petróleo e pelo gás natural, mas está a ter uma viragem para as energias naturais não poluentes como a eólica e a solar. Por exemplo, «a Suécia está a bater o recorde de produção de energia eólica», Foi-me há dias mostrada em Lisboa (Restelo) uma estação de abastecimento de combustível com uma cobertura revestida por placas de energia solar que a torna auto-suficiente para as suas máquinas e iluminação. Muitos semáforos nas avenidas funcionam com placas solares sem necessidade de ligação à rede de fornecimento de electricidade. Dentro de poucos anos, todos os automóveis serão movidos a electricidade, passando a não ser poluentes por não necessitarem da combustão de produtos fósseis.

Mas mudanças fundamentais caem nas actividades das pessoas, nas estruturas dos serviços, da organização social, política e administrativa. Por exemplo, o PR disse há dias que «cientistas portugueses são embaixadores de Portugal no mundo» apagando um pouco o papel dos diplomatas e dos futebolistas, o que evidencia a crescente importância da ciência e do saber adquirido pelas gerações mais jovens num ensino superior de qualidade.

Muita coisa tem que mudar, reorganizando os serviços com redução da burocracia e dispensa do pessoal não absolutamente necessário e sem preparação devidamente confirmada. A burocracia emperra toda a vida dos cidadãos e das empresas. E quando é dado «emprego» a um boy sem ser destinado a uma tarefa imprescindível, ele tenta justificar o tacho, criando um sistema de pedido de dados que ocupa um conjunto de outros funcionários com uma nova burocracia inútil. O combate à burocracia empolada tem que estar conjugado com a dispensa de pessoas.

A Justiça tem perdido o respeito dos cidadãos vulgares por ser lenta e dar um aspecto de ineficácia. Segundo diz o PR, o «Sistema de Justiça é lento e um " travão enorme" para a sociedade». Não sendo problema fácil de resolver, exige vontade e coragem para obter a colaboração de todos os vectores inerentes, a fim de encontrar a melhor solução. Não parece ser por acaso o aparecimento da notícia «Condenações por corrupção são cada vez menos mas PJ investiga mais». Tem sido abordada a relação entre a Polícia Judiciária e o Ministério Público. É desejável que seja encontrada uma boa solução para a situação actual e flexível para ser eficaz na evolução de amanhã. É desejável que os cidadãos, de todos os níveis tenham motivos de confiança em sector de tão relevante importância.

Mas nenhum sector da actividade nacional pode ser descurado nesta nesta corrida inovadora que começa a acelerar. A saúde, o ensino, a segurança para evitar atentados, a ecologia contra a poluição e os fogos florestais, a legislação para punir com proporcionalidade os terroristas que imolam dezenas de inocentes e para dissuadir outros de fazerem o mesmo, etc. etc.

Enfim, estão a ser cada vez mais necessários governantes sensatos, racionais e corajosos para tomarem as decisões mais adequadas aos tempos que se avizinham.

A João Soares
3 de Janeiro de 2017

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DÉFICE E DÍVIDA SÃO SINAIS DE MÁ GESTÃO


(Foi publicado em O DIABO de 3 de Janeiro de 2017)

Os bons conselhos utilizados para a gestão doméstica, no sentido de conter as despesas um pouco abaixo das receitas, a fim de obter poupança destinada a fazer face a eventuais necessidades imprevisíveis, são também aplicáveis, com os adequados ajustamentos a empresas e a instituições públicas.

Tal conceito leva a concluir que governar não é esbanjar o dinheiro público com aspecto de ostentação de riqueza para manter uma máquina do Estado demasiado obesa e estranguladora da liberdade de inovação e de moderno empreendedorismo, tudo suportado por um progressivo aumento de impostos, em táctica própria de animais predadores e necrófagos.

Um Estado não pode esperar desenvolver-se aumentando o peso e a obesidade da sua máquina administrativa, com apêndices inúteis e apenas destinados a dar justificação para altas remunerações a incapazes de quem se receberam ou se espera receber favores – casos de fundações e ou observatórios sem utilidade bem visível e justificada e a quantidade astronómica de «servidores» que consta de muitas folhas de pagamento sem se saber o que sabem, o que fazem e onde se sentam. Além do peso no défice, dão um péssimo exemplo que desencoraja os contribuintes e estimula a fuga ao fisco. Esta também merece reflexão, dado que quando se trata de pequenos devedores ou retardatários é severamente punida, mas pelo contrário, os grandes devedores são premiados, frequentemente, com perdão que lhes serve de recompensa em vez de penalização.

Nas despesas públicas há um aspecto de grave efeito nos sentimentos da maioria da população que vive com dificuldades devidas ao agravamento dos impostos, principalmente os indirectos, que a afectam de forma indiscriminada. É o da ostensiva pompa em que os do poder se envolvem sem olhar a custos. As notícias que chegam sobre os políticos de países nórdicos, com comportamentos mais racionais e sentido das responsabilidades, não deixam as pessoas indiferentes.

Estes considerandos conduzem a que uma boa reforma da máquina administrativa deve ser bem preparada, com os interesses nacionais sempre na frente como farol orientador, rigorosa na prossecução dos grandes objectivos e eliminando tudo o que é desnecessário e supérfluo que não merece o seu custo. A mais pequena obesidade gera aumento da burocracia que trava e emperra a actividade económica, o pessoal além do indispensável cria necessidade de mostrar trabalho e complica aquilo que deve ser o mais simples possível.

Mas, apesar destas considerações se centrarem em apectos financeiros, convém não desprezar as pessoas e as suas condições de vida, porque o dinheiro não deve ser um tema que se sobreponha e faça esquecer de que governar deve ter como principal finalidade melhorar a vida e a segurança das pessoas em todos os pormenores da realidade. E, perante isto, é incompreensível que a UE oficialize a autorização de os Estados terem défices sistemáticos, ano após ano, do que tem que resultar o aumento da dívida com todos os seus inconvenientes.

A João Soares
27 de Dezembro de 2016

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

PREOCUPAÇÕES COM SEGURANÇA


(Foi publicado em O DIABO de 27 de Dezembro de 2016)

No mundo actual, em que as situações de perigo para as vidas e para o património se têm multiplicado persistentemente ao ponto de, em muitos pontos do globo, quase não haver esperança de dar um passo com segurança, a prevenção toma uma importância e uma prioridade fundamental.

Em França, após os atentados de 2015, em Paris, foi decretado o estado de emergência a fim de procurar evitar novos casos semelhantes. Mesmo assim, os receios não desapareceram e o limite dessa medida preventiva foi repetidamente alargado ao ponto de, há dias, os deputados aprovarem, a quinta extensão desse estado de emergência, até 15 de julho, ou seja, até depois das eleições presidenciais e legislativas, em cujas campanhas eleitorais há situações perigosas para tal tipo de atentados.

Estas precauções, embora sejam desagradáveis e algo traumatizantes para a generalidade das pessoas, dão oportunidade à intensificação da conveniente cooperação das forças e serviços de segurança e de informação e à criação de uma Unidade de tratamento de dados por elas coligidos e recebidos da população se esta tiver sido devidamente mentalizada para a importância da sua participação neste interesse nacional. A denúncia de um facto estranho pode ser o ponto de partida para uma investigação que faça abortar um golpe em planeamento com potenciais consequência de grande gravidade.

E como isso não ocorre com aviso prévio, essa Unidade de Prevenção não deve atenuar o seu esforço, para benefício dos cidadãos, dos serviços e do património nacional e particular.

Porém, no nosso país, só «cinco meses depois de ter sido criada, uma nova Unidade de Coordenação Antiterrorista» teve há dias «a sua primeira reunião dos chefes máximos das polícias para discutir... o seu funcionamento». É preciso ter uma doentia fé em milagres para descurar o acompanhamento e a análise dos complexos factores deste grave problema.

Como se explica que apenas cinco meses depois de aprovada em Conselho de Ministros a nova Unidade de Coordenação Antiterrorista que previa uma estrutura permanente com representantes das secretas e das polícias, só agora se fala na realização da primeira reunião para que os chefes máximos dos serviços de informações e das forças e serviços de segurança discutam a sua "organização e funcionamento".

É lógico que o trabalho de organizar uma estrutura eficiente num problema tão complexo exige muita ponderação e discussão para procurar a melhor solução mas, pelos vistos, só agora é iniciada a fase de discussão conjunta, o que leva a crer que se passarão muitos mais meses até se conseguir um funcionamento com alguma eficácia no cumprimento desta missão de grande interesse nacional e também de cooperação positiva e eficiente com a estrutura europeia com a qual deve trabalhar em equipa.

Já este trabalho estava esboçado quando chegaram notícias de, na Turquia, ter sido assassinado o embaixador da Rússia e havido tiros junto da Embaixada Americana. Na Jordânia houve atentado contra polícias e turistas, na Suíça houve tiros num centro de oração muçulmana e, na capital da Alemanha, um camião fez um atentado semelhante ao de Nice contra um mercado de Natal, causando 12 mortos e 48 feridos.

O Presidente da Rússia ordenou o reforço das medidas de segurança dentro e fora do país. A Humanidade está perante um perigo difuso mas extremamente grave e as precauções devem ser levadas muito a sério.

A João Soares
Em 20 de Dezembro de 2016

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NEGOCIAÇÃO EM VEZ DE GUERRA


(Foi publicado em O DIABO de 20-12-2016)


Quem costuma ler aquilo que escrevo em e-mails, em blogs, no facebook, no Google+, em O DIABO, etc, sabe que esta notícia de diálogo entre a Rússia e os EUA, focada na situação que está sendo vivida na Síria, me traz muito prazer por vir ao encontro do meu grande desejo de harmonia e paz no Mundo substituindo a guerra pela conversação, a luta armada pela diplomacia.


Este encontro, se correr bem, como é desejado, será uma lição de sensatez, de humanidade e solidariedade mundial que deverá ir ao ponto de pressionar, politicamente, os aliados dos terroristas que estão a Massacrar o Médio Oriente para cessarem a destruição dos Estados constituídos e evitar que, depois, alastrem pelo Norte de África e Europa, numa hecatombe irremediável.



O ruído das armas militares nada traz de benéfico para as pessoas e os bens materiais. Tem sido repetidamente afirmado que  "o problema da Síria não tem uma solução militar e deve ser resolvido com métodos políticos". Aliás, se toda a guerra acaba com os contendores sentados a uma mesa a assinar o tratado de paz, porque razão não o fazem antes e em vez de matarem milhares de pessoas e destruírem património, algum com significado mundial, ligado à história do Império Meda e de outras civilizações históricas?


Já que nenhum dos sábios da UE teve tão genial ideia, e não aceitaram a sugestão de conversações apresentadas em meados de Outubro pelo Presidente iraniano, ao menos agora não hesitem em apoiar o diálogo proposto pela Rússia e incentivar a troca de sugestões e ensinamentos a fim de obterem a melhor solução para parar a guerra e efectuar uma campanha diplomática adequada para obter a paz e harmonia, a fim de dar à Humanidade uma melhor qualidade de vida. Tenham esperança, coragem e perseverança para obter pela diplomacia aquilo que não tem sido possível pelas armas. As gerações futuras agradecerão estes passos se forem dados com plena intenção de PAZ e se forem dados de forma eficaz com perseverança e tenacidade para obter os resultados que a humanidade deseja.


Depois de ter dado como pronto este texto, veio a notícia da tentativa de recuperação de Palmira pelos rebeldes na Síria e a de um acto terrorista na Turquia por grupo radical curdo que causou cerca de 30 mortos e perto de 200 feridos. Não terá isto resultado de os Governantes terem feito «braço de ferro» com utilização abusiva das armas em vez de negociações e diálogo, como fez o Presidente da Colômbia, justamente galardoado com o Prémio Nobel da Paz? Quando aumentará o número de Governantes dedicados ao bem-estar do seu povo, usando uma «política de afecto»?

A João Soares
Em 13 de Dezembro de 2016


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domingo, 18 de dezembro de 2016

FAÇAMOS 2017 MELHOR DO QUE FOI 2016


O que se passa no Médio Oriente?

A população de Allepo, que a ONU classifica de rebeldes e o poder legítimo da Síria chama terroristas, tem visto sucessivamente gorados os esforços feitos para lhe ser prestado socorro. As forças envolvidas na rebelião continuam a degladiar-se mesmo dizendo que acordaram cessar-fogo sucessivamente desrespeitados. Continuam em perigo vidas de crianças, idosos e adultos inocentes. A notícia mais recente diz que «Autocarros destinados a ajudar à evacuação de Alepo incendiados» .
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Praticamente à mesma hora, na Jordânia, houve um ataque por homens armados que vitimou 5 pessoas (4 eram polícias ) e feriu 9 turistas e sequestraram outros no castelo para onde se refugiaram.

No Iémen, um atentado à bomba que visava um grupo de militares que se juntaram para receber os salários junto a uma base no nordeste de Aden provocou 40 mortos e 50 feridos.

Na Turquia, partido da oposição foi atacado após atentado que fdz 1que fez 14 mortos .

Chamem-lhes terroristas ou rebeldes, o certo é que de uma e outra parte há procedimentos de violência irrestricta que não respeita vidas humanas e mata inocentes, crianças, idosos e deficientes. Se são rebeldes ou oposicionistas, os sus governos devem usar de mais contenção e procurar utilizar os métodos do Prémio Nobel da Paz, Presidente da Colômbia.

COMO o mundo seria melhor se todos procurássemos viver o Ano 2017, desde o primeiro minuto com respeito por todo os seres vivos, com paz, ética, humanidade, solidariedade num planeta bom para todos.

Vamos fazer esforço para que 2017 seja melhor do que foi 2016.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL

Desejo a todos os familiares e aos amigos reais ou virtuais, um FELIZ NATAL, realmente Feliz e verdadeiramente Natal, porque se ele assim for, é a festa do nascimento de um MESTRE que nos ensinou o amor, o perdão, o respeito pelos outros, a fraternidade, a humildade, a fuga das tentações do exibicionismo de coisas supérfluas que geram o materialismo e a arrogância. Aqueles que se orientarem pelas suas lições serão abençoados com um NOVO ANO pleno de paz espiritual, de felicidade e sem ansiedades doentias.
Estes são os meus desejos para todos vós a fim de contribuirmos para um Mundo Melhor onde todos sejamos muito felizes. Oxalá recebam a luz que nos ilumine o espírito, por forma a escolhermos o melhor caminho. Abraços apertados à volta dos melhores ideais.

A João Soares

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A DEGRADAÇÃO SOCIAL E O FUTURO DAS CRIANÇAS

A degradação social e o futuro das actuais crianças
(Foi publicado em O DIABO de 13-12-2016, pág. 10)

Como ídolo de crianças, adolescentes e graúdos, existe na actualidade um rapaz cantor que causa histeria demasiado visível por onde passam cantigas, fáceis para um ouvido destreinado de qualquer futuro amante de música, com muitas batidas ritmadas.

Há muitos papás e mamãs com filhos a partir dos quatro ou cinco anos de idade, a colocar tais cantigas em tudo quanto é smartphones e demais equipamentos. O passo seguinte, como era previsível, é reservar bilhete para o concerto mais perto de casa, porque é considerado legítimo levar os filhos a ver o ídolo e quanto mais cedo melhor para não ficarem mal vistos pelos colegas de escola.

Na degradação social em que vivemos e em que os jovens pais têm vivido com tolerância e aceitação, é considerado que os filhos não podem ser contrariados nem desiludidos para não correrem o risco de terem uma crise de ansiedade, stress ou alguma outra maleita psicológica mais grave. E assim vão crescendo uns pequenos ditadores sem noção das realidades da vida, sem respeito pelos outros e sem saberem lutar por objectivos sociais, de solidariedade e de trabalho de equipa, com moral e com ética para viverem numa sociedade agradável para todos.

Para os objectivos de construção de um mundo melhor, as letras das cantigas atrás referidas nada ajudam, antes pelo contrário, a cultivar a mente infantil no sentido de levarem uma vida feliz, olhando para o que mais lhes convém, com vista a um desenvolvimento agradável de livre escolha, tendo em foco o que mais lhes puder interessar no futuro que desejam. Apoiar nas crianças a mentalidade de rebanho de imitação daquilo que lhes seja nefasto, não é boa regra para pais e educadores. É preferível ensinar a fazer escolhas.

Diz quem as conhece que as letras das referidas cantigas são impróprias para crianças ou adultos com recato, e os pais vão ter dificuldade em explicar às crianças perguntas que estas lhes façam acerca de excertos das letras, mesmo que lhes tentem iludir a compreensão.

Se não forem evitados às crianças contactos com procedimentos impróprios para consumo moral, não se pode estanhar a agressão nas escolas, crianças que não sabem brincar umas com as outras, crise de valores, desrespeito mútuo, agressão a professores, que são queixas frequentes dos encarregados de educação sobre o comportamento dos seus educandos.

Mas, infelizmente, há pessoas, que dão tempo de antena, que se deslocam para assistir a manifestações que vão contra todos os conceitos da moral e dos bons costumes, acompanhadas de crianças em idade de frequentarem o ensino básico ou nem isso. O que esperam desses futuros cidadãos, quando forem adultos em cargos de responsabilidade social?

O “artista”, num país livre, actua segundo a sua veia e não deve ser inibido de a manifestar mas o que é criticável é a decisão, nada didáctica, de pais e encarregados de educação de proporcionar momentos altamente duvidosos a crianças de tenra idade, que deveriam estar a receber bases sãs para um futuro digno.

Não é tempo de aconselhar métodos antiquados, mas deve ser evitado que as crianças percam o tempo a ver séries televisivas com muito sangue, focadas em crises de pré-adolescentes a maltratar os pais a toda a hora, telenovelas em que já não existe maneira de descer a um nível mais rasca, e artistas com letras que deveriam levar um sinal sonoro de censura em cima de certas palavras que surgem em cada parágrafo.

Estes espectáculos deveriam levar os pais a agir. E os pais de agora não devem deixar de orientar os filhos para coisas belas e instrutivas, a fim de travarem e evitarem a degradação social a que estamos a assistir. Esta é missão de todos e de cada um dos seres humanos, a recuperação de valores cívicos que, independentemente de eras, são sempre indispensáveis. Todo o esforço é pouco para se travar a degradação social e para se criar uma humanidade mais digna e harmoniosa.

A João Soares
6 de Dezembro de 2016

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

EX-MINISTRO DE HOLLANDE CONDENADO A 3 ANOS DE PRISÃO


A Justiça francesa DÁ UMA BOA LIÇÃO ÀS DE VÁRIOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA em algum dos quais os políticos podem fazer tudo o que satisfaça a sua ambição e vaidade, porque estão cobertos por uma capa anti-tudo chamada imunidade e impunidade. E, depois, como as pessoas mais simples e ingénuas gostam de ter os eleitos como modelos de virtudes, o resultado é a baralhada daí consequente.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O CURRÍCULO MERECE ATENÇÃO

Antes de dar um benefício ou emprego a uma pessoa deve ser obtida informação sobre o seu passado e a sua aptidão para a situação pretendida

Muitas vezes, depois de feitas nomeações para cargos de responsabilidade ou de serem concedidos apoios e regalias sem análise de currículo ou de dados anteriores, constata-se o grave inconveniente de não ter havido concurso público ou, no mínimo, conhecimento de antecedentes significativos. São diversos os casos de desconsolo e desilusão surgidos, à posteriori, devido a nomeações de amigos por cumplicidade ou conivência, por serem jotinhas do partido, por ter havido troca de favores, etc.

Deve ficar gravado na memória dos responsáveis políticos o caso de um jovem que chegou a Portugal com o estatuto de refugiado político, na companhia de outro, foi muito bem recebido em Portugal, «foi subsidiado pela Segurança Social, e recebia mensalmente 250 euros, o suficiente para pagar alojamento e alimentação». Ninguém, pelos vistos, averiguou, antes, quem era esse malandro que acabou por ser «detido pela Polícia Judiciária em Aveiro, onde residia, na sequência de uma megaoperação das autoridades francesas contra o terrorismo.» Essa megaoperação assentava em indícios fiáveis de que ele «seria o responsável por recolher dinheiro para a compra de armas» ao serviço do Daesh...

Também houve um diretor do SEF que foi considerado «brilhante», mas violou deveres profissionais para agradar ao Ministro da Administração Interna de quem era amigo e por quem tinha sido nomeado para o cargo. Esses atropelos à ética e às boas regras legais, tiveram lugar durante a célebre concessão dos vistos gold em que «terá facilitado e acelerado processos a amigos do então MAI, apenas para agradar ao governante e travar a extinção do SEF». A conclusão é da IGAI que entendeu que ele, «com a sua conduta, violou vários deveres profissionais e propôs a sua suspensão por 150 dias». Com ele foram acusados mais 16 arguidos, entre os quais estão outras figuras de topo do Estado, como o MAI anterior.

Quando se age com desprezo dos valores e competências dos outros para lhes atribuir funções, há que ter consciência dos inconvenientes em distribuir tachos aos «boys», aos amigos e aqueles a quem se devem favores, em vez de ocupar os lugares através de concursos públicos em que se salientem competência e experiência e se façam escolhas orientadas para os interesses nacionais e não de partidos ou de pessoas. O «boy» que vai para o tacho, além de raramente possuir capacidade para ajudar a tomar decisões correctas, tem tendência para agir com gratidão e apoiar todos os caprichos do seu protector, agindo como simples «yesman». É isso que chamam «politicamente correcto». Mas, com tais compadrios, lançam o País no «lamaçal» em vez de o tornarem mais rico para dar melhor qualidade de vida às pessoas. Esperemos que passe a ser dada mais atenção à ética e aos bons costumes a fim de se reabilitar a sociedade e gerar mais, prestígio e motivos de maior confiança e respeito.

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